4º Barão de Almeirim
Carlos Braamcamp
Freire, 4º Barão de Almeirim, nasceu em Lisboa no dia 02 de Junho de 1875. Era
filho de Manuel Nunes Braamcamp Freire, 2º Barão de Almeirim, e de Maria
Carolina Sofia Shannon.
Casou com Maria da Madre de Deus Amado de Melo da Cunha e
Vasconcelos no dia 02 de Dezembro de 1911 na localidade de Torres Novas. Deste
matrimónio nasceram quatro filhos: Maria Isabel Amado Braamcamp Freire, Maria da Madre de Deus Amado
Braamcamp Freire, Manuel
Maria Amado Braamcamp Freire e Maria Inácia Amado
Braamcamp Freire.
Usou o título de 4º Barão de Almeirim por autorização de El-Rei D.
Manuel II em 1914.
Carlos
Braamcamp Freire, morreu a 4 de Junho de 1928 em Lisboa.
Manuel
M. A. Braamcamp Freire / Maria Isabel Reynolds dos Anjos.
Casamento de Manuel
Maria Amado Braamcamp Freire, filho do 4º Barão de Almeirim,
com Maria Isabel Reynolds dos Anjos. O casamento realizou-se em Lisboa no dia
29 de Abril de 1942. O noivo nasceu no Pombalinho em
20 de Maio de 1918, tendo falecido em Lisboa no dia 26 de Março de 1988.
Maria da Madre de Deus Amado
Braamcamp Freire.
Maria da Madre
de Deus Amado Braamcamp Freire, filha do 4º Barão de
Almeirim, nasceu no Pombalinho em 17 de Maio de 1915.
Casou com Luís Egas da Camara Pinto Coelho no dia 6 de Novembro de
1935, de quem teve seis filhos: José Gabriel Braamcamp Freire Pinto Coelho, Carlos
Braamcamp Freire Pinto Coelho, Maria Isabel Braamcamp Freire Pinto Coelho, Luís
Braamcamp Freire Pinto Coelho, Rui Domingos Braamcamp Freire Pinto Coelho e
Duarte Braamcamp Pinto Coelho.
Maria da Madre de Deus Amado Braamcamp Freire, faleceu em Lisboa no
dia 27 de Maio de 2008.
Luís Braamcamp Freire Pinto
Coelho.
Luís Braamcamp
Freire Pinto Coelho é neto do 4º Barão de
Almeirim e filho de Maria da Madre de Deus Amado Braamcamp Freire. Nasceu em
Lisboa no dia 26 de Janeiro de 1942. Dedicou-se à pintura ao longo de 4
décadas, tendo produzido uma vasta e diversificada obra. Destacou-se no entanto
na sua carreira, como retratista de elevado reconhecimento mundial.
Em 1959 iniciou o curso de pintura e escultura na Escola Superior de
Belas-Artes de Lisboa, mas com 19 anos abandonou os estudos e concretizou o seu
objectivo de ir morar para Espanha. Aproveitando a oportunidade de o seu pai
ter sido nomeado embaixador de Portugal em Madrid, em Outubro de 1961 mudou-se
para Madrid onde viveu até ao fim da vida. Durante os primeiros 2 anos
trabalhou no atelier do pintor espanhol Luis Garcia-Ochoa, o seu mestre, e foi
depois bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian.
Depois de ter participado pela primeira vez numa exposição colectiva com 14
anos, no 3º Salão de Educação estética da M. P. em 1956, participou
regularmente em exposições colectivas em Lisboa e no Porto desde 1960. Fez a
sua primeira exposição individual em 1962 na Galeria San Jorge, em Madrid, e
teve a sua primeira exposição individual em Portugal em 1964, na Galeria Diário
de Notícias, em Lisboa.
Em 1980 foi distinguido pelo Governo português com a comenda da Ordem do
Infante D.Henrique.
Desde 1995 foi submetido a várias cirurgias e tratamentos de quimioterapias,
mas continuou sempre a pintar e expôr a sua obra até ao fim da vida. Morreu em
Madrid, em 2001 vítima de cancro do pulmão.

A obra Pinto-Coelho
está representada em mais de um milhar de colecções particulares em todo o
mundo e nos museus de Arte Contemporânea de Madrid e Lisboa, Ayllón (Espanha),
Ovar (Portugal), Museu Nacional do Azulejo (Lisboa), Muiseu da Cidade de
Lisboa, no Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, no Museu da
Real Academia de Bellas Artes de San Fernando (Madrid), no Museu de Grabado
Contemporáneo (Marbelha), no Museu Olímpico (Lausana) e noutras colecções
públicas.
Participou em numerosas exposições colectivas e realizou 54 exposições
individuais, entre quais se destacam as do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro,
da Galeria Anders Tornberg em Lund na Suécia, da Fundação Calouste Gulbenkian
em Lisboa e em Paris, dos festivais ARCO em Madrid nas edições de 1983, 1985 e
1987, do Museu da Água e Museu Nacional do Teatro em Lisboa, da Fundação Carlos
de Amberes em Madrid, do Leal Senado de Macau, do Palácio Nacional da Ajuda e
do Palácio Galveias em Lisboa e da Galeria One em Tóquio.
Retratou várias personalidades, entre as quais se destacam o Rei D. Juan
CarlosI de Espanha, o Grão-Duque Jeran do Luxemburgo, o Rei Simeão II da
Bulgária, o Presidente Kamuzu Banda do Malawi, o Príncipe Alberto do Mónaco, a
Arquiduquesa Sofia de Habsburgo, Isabel Preysler, Hans Rausing, Amália
Rodrigues, o Dr. Azeredo Perdigão, o General António Ramalho Eanes, o Cardeal
Patriarca de Lisboa D. António Ribeiro, Belmiro de Azevedo e o escritor José
Saramago.
Embora se tenha destacado como retratista, a sua obra mais pessoal, muito mais
criativa e rica, num estilo próprio, abrange temas muito diversos, como
personagens históricos, tauromaquia, cenas populares ou fantasias.

Para além da pintura de
cavalete, também realizou numerosos trabalhos experimentando outras formas de
expressão artística como a cerâmica, a pintura mural, a escultura, a
cenografia, as artes gráficas, a fotografia, a decoração e o design, a
tapeçaria e a gravura. Entre estes trabalhos destacam-se os que realizou para o
Banco de Portugal, o Banco Pinto & Sotto Mayor, o Banco Árabe Espanhol, o
Banco Espírito Santo, o Banco Português do Atlântico, a Caixa Geral de Depósitos,
a Caja de Ahorros de Madrid, a Petroleos del Mediterráneo S.A., a Petroquímica
Española S.A., a Asociación de Fabricantes de Azúcar de España, a Acor Sociedad
Cooperativa Azucarera, a Renta Inmobiliaria, Larios S.A., a Pizza Hut, a Tetra
Pak, a Vista Alegre, a Estée Lauder, a Cimpor, a RTC, a Avon Cosmetics S.A., a
Manufactura de Tapeçarias de Portalegre, os Hotéis Altis, a Revista Ocidente, o
Teatro Experimental de Cascais, o Pavilhão de Portugal na Feira Internacional
de Osaka, o Metropolitano de Lisboa, o ICEP, o Ministério dos Negócios
Estrangeiros, os Correios e Telecomunicações de Portugal, o Governo do Malawi,
a S.T. Dupont, o Comité Olímpico Internacional, o Teatro Real de Madrid, e as
companhias de Seguros Phoenix Latino, Império, Lusitania e Bonanza.
Luís Braamcamp Freire Pinto Coelho faleceu, em Madrid, no dia 4 de
Novembro de 2001.
Fontes - Wikipédia e Gettyimages
Pedro Mónica Pinto
Coelho com sua esposa Sofia Sampaio e filhas Carolina e Inês.
Pedro Mónica
Pinto Coelho nasceu em Lisboa no dia 28 de Agosto de 1965. É filho de
Luís Braamcamp Freire Pinto Coelho, neto de Maria da Madre de Deus Amado
Braamcamp Freire e bisneto do 4º Barão de Almeirim.
Tal como seu pai, também escolheu a pintura como carreira
profissional. Tem o curso de Artes Gráficas e Publicitárias no C.E.N.P.
(Madrid) - 1983/1987. Seus primeiros trabalhos foram a óleo no estúdio de Luís
Pinto Coelho - 1985. Tirou o curso de Fotografia e Vídeo no Centro de Estudos e
Imagem Metrópolis (Madrid) 1987/1992.
A sua obra está
representada em mais de 500 colecções públicas e privadas entre as quais: BES,
BCI, Banif, Shell, Império, Honda, AIP, Fundação Cupertino Miranda (Porto),
Fundação Bissaia Barreto (Coimbra) e colecção centro cultural de Cascais
(Fundação D Luis I).
Sofia Mónica
Pinto Coelho nasceu em Lisboa no dia 18 de Novembro de 1963. É filha de
Carlos Braamcamp Freire Pinto Coelho e de Maria Filomena de Carvalho Godinho
Mónica, neta de Maria da Madre de Deus Amado Braamcamp Freire e bisneta de
Carlos Braamcamp Freire, 4º Barão de Almeirim.
Licenciada em Direito, Sofia Pinto Coelho é jornalista. Começou no Expresso e,
desde 1992, trabalha na SIC, onde se especializou em temas jurídicos. Coordenou
e apresentou o programa Falar Direito (SIC Notícias), que ganhou o «Prémio
Justiça e Comunicação Social Dr. Francisco Sousa Tavares», atribuído pela Ordem
dos Advogados. Actualmente coordena o programa «Perdidos e Achados».
Especialista em Media and Justice, publicou Jornalistas e Tribunais (Quetzal
Editores). Pela reportagem Vinte Anos Depois ganhou o Prémio Especial do Júri
no Festival de Cinema de Cartagena de las Índias, Colômbia. Texto daqui
Sofia Pinto Coelho lançou recentemente o
livro 'As Extraordinárias Aventuras da Justiça Portuguesa' .
Este livro representou um grande desafio para Sofia, na medida em que teve de
abdicar de algum tempo em família para o escrever. Ainda assim, garante, foi um
desafio que valeu a pena: "As pessoas pensam que é muito fácil,
mas não é. Demorei muito tempo a escrever este livro. Abdiquei de
fins-de-semana fora, de jantares, festas... Abdiquei de tudo o que era lazer
durante dois anos. A família não reclamou, já está habituada. Mas eu consigo
conciliar as coisas. Sou muito disciplinada, nunca perco tempo no trabalho, nem
em conversas de corredor, nem vou almoçar fora com ninguém, levo a marmita de
casa e almoço em 15 minutos... Portanto, compacto o tempo para conseguir ter um
bocadinho para escrever ao fim do dia."
O livro foi apresentado pelo antigo
bastonário da Ordem dos Advogados, António Pires de Lima, e o colunista João
Miguel Tavares. Quem não perdeu este lançamento foi a mãe da autora, Maria
Filomena Mónica, que se afirmou "muito orgulhosa" da filha, e
o actual bastonário da Ordem dos Advogados, António Marinho Pinto, que gostou
do livro: "Para mim, isto não é uma novidade, porque eu próprio
tenho dois livros sobre aventuras da Justiça à portuguesa, algumas tão
extraordinárias como estas aqui. Acho que é muito positivo divulgar obras onde
se plasmem episódios que nos fazem sentir a todos a necessidade de reformar a
Justiça."